quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

" Sou o quero ser e faço o quero fazer"





E de repente tudo o que vejo não me surpreende, não tem mais o mesmo gosto, o que sinto não provoca mais no meu corpo e na minha mente a mesma sensação.

E assim vou vivendo uma redescoberta de mim mesmo e dos outros, afinal “o olhar do outro diz quem sou” e querendo ou não somos interligados.

Isso tudo me leva a uma transvalorização de valores. Quando aqueles que ditamos como regra ou como parte de uma moral, não fazem o menor sentido diante dos nossos atos. O que é ser santo? O que é ser profano? Ou como dizemos hoje em dia, ‘devasso’ (rsrs). Pois nessa mania da sociedade de nomear tudo, existe uma dicotomia entre a fala e a atitude.

Apontamos o dedo para falar do comportamento do outro quando na realidade não há nada de ‘perfeito’ em nossas atitudes. A diferença talvez esteja no fato de que umas pessoas são mais decididas do que as outras e são o que querem ser, e fazem o que querem fazer sem se preocupar com padrões de uma realidade hipócrita. Enquanto as outras agem dentro do seu conforto e do que acreditam estar dentro do ‘normal’ para elas.

E foi quando em um dia qualquer me deparo com as seguintes palavras:

“Sou o que quero ser, porque possuo apenas uma vida e nela só tenho uma chance de fazer o que quero. Tenho felicidade o bastante para fazê-la doce, dificuldades para fazê-la forte. Tristeza para fazê-la humana e esperança suficiente para fazê-la feliz. As pessoas mais felizes não têm as melhores coisas, elas sabem fazer o melhor das oportunidades que aparecem em seus caminhos.” (Clarice Lispector).

Quantas vezes a oportunidade bate à porta e não percebemos, porém quando isso acontece até que não é tão ruim, o duro é quando as oportunidades são dispensadas conscientemente.

Estamos ali, no momento oportuno, na hora certa e simplesmente nos damos por satisfeito e não aproveitamos o que o próprio destino colocou na nossa frente. - ‘E se eu não gostar?’ Se não gostar, ao menos terá mais uma história para contar e uma experiência de vida cada vez maior.

Quantas vezes me vi dizendo que não faria tal coisa porque naquele momento achava a atitude mais insana, medonha ou até mesmo ‘suja’. Mas com o tempo veio caindo à realidade de que tudo muda e de que não importa o que os outro digam, devemos ser quem realmente somos.

É claro que para toda ação existe uma reação, e esse ‘aproveitar a oportunidade’ vai muito mais além do que o ‘fazer’, mas sim o viver cada momento em cada detalhe possível e fazer disso uma experiência inesquecível, ao mesmo tempo consciente das conseqüências.

Hoje o novo ‘eu’ que tanto venho descrevendo em meus textos não quer mais saber de preocupações com estereótipos, com o que o ‘povo vai comentar’, do que as pessoas vão achar de mim, afinal nascemos sozinhos, crescemos e evoluímos na nossa individualidade, mesmo que interligados com os outros somos seres únicos.

Essa vida é única e passa tão depressa e por que desperdiçar os vários momentos que surgem? Por mais louco e intenso que possa parecer, por que desperdiçar?

É claro que primeiro o ‘eu’ precisa se sentir forte e no ponto para isso, mas isso é um trabalho de auto-modificação e melhor ainda, auto-aceitação...

Então, aceite quem você é, deixe de lado seus demônios e seja quem você quer ser e faça o que você quer fazer...



3 comentários:

Angelica disse...

Uiaaaaa....
Muito bommm...
Diz de fato na nada mais que a verdade.
Um tapa na cara talvez.

Murillo disse...

Simplesmente é o registro de nossa busca constante pela satisfação e realização plena... A prova de que podemos ser muito mais do que ditam as regras da hipocrisia!

'Jefferson Custódio disse...

tudo muito perfeito!